Inovação

Enasuper 2019 convoca setor a quebrar paradigmas

Por  | Foto Edy Danessi e Fabio Gonzalez | 10/2019 | Edição 226

Palestras inovadoras, painéis provocativos e experiências fora da caixa surpreenderam superintendentes de shoppings de todo o país

O mestre de cerimônias Murilo Gun apresentou os painéis ao público

O maior hub de conteúdo, experiência e inovação do setor. O 2º Encontro Nacional de Superintendentes (Enasuper), realizado pela Abrasce, nos dias 10 e 11 de setembro, na capital paulista, reafirmou essa missão a mais de 350 gestores de Norte a Sul do Brasil. Debates interessantes, ideias novas e diversão não faltaram ao longo de todo o encontro.

“É um prazer enorme abrir o segundo Enasuper. Um evento que surgiu em 2017, quando a gente começava a pensar em inovação e no que estava acontecendo no mundo. A grande discussão no setor era sobre e-commerce e sobre o fim do shopping center. Hoje, a gente tem uma visão completamente diferente de complementaridade, multicanalidade e parceria. É fundamental estar nesse evento que se propõe a ser um hub de experiência, de conteúdo e inovação. Acho que essa tríade é a base para qualquer planejamento estratégico de desenvolvimento de qualquer empresa, sobretudo no varejo, que é tão dinâmico e ágil”, destacou o presidente da Abrasce, Glauco Humai, em seu discurso.

Humai ressaltou a revolução que está acontecendo na China com relação aos negócios e à mentalidade e como isso deve afetar o setor. “Visitei as grandes empresas chinesas e todas elas, sem exceção, tinham conteúdo, experiência e inovação como base. E isso me deixou muito alegre, porque a proposta do Enasuper é ser exclusivo para superintendentes, para quem está na ponta de lança. Poder parar por dois dias, ouvir quem está aqui, mas, principalmente, trocar experiências. Outra coisa que me chamou atenção na China e a gente já discute aqui é que, hoje, em um mundo tão conectado e dinâmico, só é possível enfrentar os desafios se a gente compartilhar e cocriar juntos. Temos que compartilhar as ideias e discutir e chegar a soluções conjuntas.”

Um show de conteúdo

Clovis Tavares prendeu a atenção dos superintentes com muita informação e truques de mágica

Murilo Gun foi o mestre de cerimônias do Enasuper 2019. Com sagacidade e bom humor, convidou os superintendentes a assistirem aos debates apresentados no palco. “Fiquem presentes e não se permitam sair daqui sem trocar ideias”, disse antes de chamar ao palco Clovis Tavares, ou melhor, o alemão PhD em Varejo, Sebastian Müller.

O personagem criado por Tavares cativou o público com muitas informações, sacadas inteligentes, truques de mágicas e interação. De maneira lúdica, o especialista enfatizou a importância de os shoppings investirem em e-commerce, omnicanalidade, marketplace e espaços sociais. Para ele, os empreendimentos não devem sentir medo do comércio online e podem aplicar o sistema de compra virtual e retirada na loja, que é um grande sucesso para atrair clientes novos. Oferecer locais de convivência também é fundamental.

Como dicas, Tavares indicou o usou do Whatsapp para fortalecer o relacionamento com os clientes e o Net Promoter Score, ferramenta que ajuda a averiguar como foi a experiência do visitante no shopping. “O consumidor gosta de se sentir especial em cada momento. Experiências emocionais criam memória e história. Ofereça emoção no pré e no pós-venda. Agradeça com as duas mãos e faça contato visual. Seja honesto, objetivo e simples na sua comunicação. Isso faz diferença nas relações”, recomendou Tavares, que ao fim da palestra revelou sua verdadeira identidade e presenteou cada superintendente com seu mais recente livro.

Coragem e ação

Criatividade foi o tema da palestra conduzida por Murilo Gun

Murilo Gun deu uma pausa no papel de mestre de cerimônias para palestrar sobre “criatividade e inovação em shopping center”. Com muita propriedade e dinamismo, provocou reflexões e arrancou risadas dos superintendentes ao tratar sobre o processo de industrialização do ser humano e a necessidade de resgatar a própria humanidade. De acordo com Gun, que estudou na Singularity University, desenvolvemos escolas que tolhem nossa imaginação e nos transformam em robôs que não questionam. “O adulto criativo é a criança que sobreviveu. Precisamos ser especialistas curiosos, rodarmos no modo ‘e se’ e parar de repetir padrões.”

O especialista revelou que para reativar a criatividade, que é uma tecnologia natural humana, é necessário conhecer outros universos, ir além dos nossos interesses. Ele criticou o que chama de “obesidade mental”, o acúmulo de informação sem aplicação prática, e enfatizou que o melhor do “aprender é botar para fora”. De acordo com Gun, é relativamente fácil despertar criatividade, mas o difícil é ter ousadia para expor as ideias.

“Coragem é o gargalo da humanidade. Fomos educados para sermos dominados pelo medo. Tudo o que é novo tem risco e se tem risco tem medo. Tenha coragem de ser você mesmo, seja rebelde para ser autêntico e diferente.”

Gun contou um pouco de suas experiências. Uma delas foi quando deixou o colégio para abrir uma empresa com os amigos. Eles entregavam comida por meio de pedidos via pager. A empresa não vingou por muito tempo, já que os próprios pagers desapareceram, mas ficou o aprendizado. “Não perdi nada, só ganhei experiência”, ressaltou, destacando a importância da paixão. “A Elizabeth Gilbert, do livro Comer, Rezar e Amar, diz que vida criativa é escolher o caminho da paixão sobre o medo. Eu concordo. Love is coming!”

Jogo sério

Os superintendentes tiveram que trabalhar em equipe para ter sucesso no game

Que tal organizar 3.202 peças e transformá-las em oito rodas-gigantes em 90 minutos? Os superintendentes, divididos em equipes, toparam esse desafio proposto por Daniel Ramirez, do Grupo Azevedo Ramirez, e se divertiram ao superar os próprios limites. “A roda é parte de um todo. Não adianta só fazer a sua parte se o outro não fizer. Então, a colaboração aqui é um princípio, um valor. Estamos fortalecendo o trabalho de equipe e a integração e a colaboração. Quando passo a missão, a reação é de ‘não vamos conseguir’. Quis trazer essa experiência também por conta das crenças. O superintendente lidera uma equipe, então as pessoas olham para ele e têm que ver confiança. Eles têm que fazer a roda girar todos os dias. O shopping é como se fosse a roda. Precisamos ter mais protagonistas nas empresas.”, explicou.

Liderança e gestão

Candice Pascoal (à esquerda) e Camila Farani deram dicas valiosas sobre condução de negócios durante o painel

Liderado por Candice Pascoal e Camila Farani, o painel “Trajetória de carreira: inovação, criatividade e liderança” agitou a manhã do segundo dia de Enasuper. CEO da empresa de financiamento coletivo Kickante, Candice enfatizou que os shoppings já fazem parte da nossa cultura e que não precisam ter medo do comércio online. Para corroborar sua ideia, lembrou do case do Wal-Mart, que com seu sistema de click & collect (compra na web e retirada na loja física) superou o faturamento da Apple em 2018. “Nada está perdido. Muito pelo contrário. Olhem para o mercado e entendam as dores deles, oferecendo espaços nos quais os consumidores gostariam de estar.”

Camila Farani, presidente da G2Capital e tubarão do programa Shark Tank Brasil, destacou que o varejo é feito de detalhes. “É preciso possuir domínio do seu espaço para trazer experiências de inovação, que tem muita importância, assim como falar a língua dos millenials e entender o comportamento das novas gerações.”

As duas empresárias concordaram que para que os negócios tenham sucesso, é preciso investir em equipes vencedoras. “‘Ninguém quer ser a Kodak.’ Vocês já ouviram esse ditado? Porque a pessoa que inventou a câmera digital trabalhava justamente dentro da Kodak. Ela tentou vender o projeto à empresa por duas vezes e foi demitida. Aí levou o projeto para outro lugar e a Kodak foi à falência. As ideias não morrem. A criatividade é um bichinho que pula de pessoa em pessoa até ser executada. Por isso, invistam nas pessoas que vocês já têm e não tenham medo de usar a tecnologia”, aconselhou Candice.

“Os times não devem ser compostos por pessoas iguais, do mesmo estilo. Temos que olhar para a complementaridade. Ter pessoas boas no time é inestimável e isso não tem idade. Lembrem-se que o processo de seleção é um job full time”, adicionou Camila.

Mestres do varejo

Cases de sucesso foram apresentados pelos líderes da Zaitt, do Giraffas e da Chilli Beans

As discussões seguiram intensas e animadas com Rodrigo Miranda, presidente da Zaitt, Alexandre Guerra, diretor do Giraffas, e Caito Maia, CEO da Chilli Beans. Batizado de Varejo + Start up, o painel teve início com a apresentação de Miranda sobre a Zaitt, o mercado inteligente que opera 24h sem funcionários e conta com duas unidades: uma na capital capixaba e outra na capital paulista. “A fidelização é o nosso desafio. Temos que ter um trabalho avançado de dados e oferecer uma experiência ótima no PDV. Usamos a tecnologia como meio para levar experiência e focamos nos bons clientes. Assim temos baixo índice de furtos e uma resposta fantástica”, relatou.

Guerra destacou a resiliência do Giraffas, que sofreu uma concordata em 1990, mas que conseguiu surpreender o mercado e se consolidar como uma rede nacional. “Nossa grande inovação foi o arroz com feijão. Antes só vendíamos sanduíche e tudo mudou quando lançamos a linha de pratos executivos e criamos esse mercado.”

Investindo no modelo de franquias desde 1991 e caprichando na comunicação, o Giraffas foi ganhando espaço e expandindo ano a ano. “Os shoppings foram fundamentais para nosso crescimento. Cerca de 60% da nossa receita vem do setor”, declarou Guerra, enfatizando que o foco atual da rede é o serviço de delivery.

O CEO da Chilli Beans prendeu a atenção da plateia com sua trajetória incrível, que virará filme em 2022. Tudo começou quando o jovem músico Caito Maia trouxe óculos dos Estados Unidos para revender aos amigos no Brasil. O negócio foi crescendo de forma acelerada, mas como alguns fornecedores não o pagaram, ele quebrou. Da falência, surgiu a marca Chilli Beans, que inovou no PDV com seus óculos à mostra nas prateleiras, dando maior liberdade aos clientes. Maia também revolucionou ao levar a moda para o corredor dos shoppings, com o quiosque no Shopping VillaLobos, em São Paulo, em 2000.

Atualmente, a marca conta com 900 operações no território nacional e alcançou 16 países, entre Estados Unidos, Portugal e Kuwait. “Queremos transformar os óculos de grau em acessório de moda. Tenho orgulho em dizer que o único país em que a Ray-Ban perde no mundo é no Brasil. A marca perde para a Chilli Beans”, frisou.

No momento, Maia está voltado para a multiplicação das Óticas Chilli Beans, que chegarão a 20 até o fim de 2019. A meta é montar 400. “Eu amo o que eu faço. E o segredo da Chilli Beans é o foco nos seus produtos, na marca”, concluiu.

Impacto pop

Anitta mostrou seu poder como empresária

A maior surpresa do Enasuper ficou por conta da artista brasileira mais bem-sucedida da atualidade. Da comunidade pobre carioca ao reconhecimento internacional, Anitta chegou para fechar o Enasuper em grande estilo. Dessa vez, a cantora subiu ao palco para falar sobre empreendedorismo. No bate-papo com Murilo Gun, ela afirmou que o medo do fracasso e da opinião dos outros são os grandes empecilhos no caminho da vitória. “Já era muito feliz em Honório Gurgel. Então, não tenho medo de voltar à realidade que tinha antes. Com relação aos meus planos, prefiro contar apenas com a possibilidade de dar certo. Delete a opinião do outro e, se fracassar, comece de novo”, declarou.

Ela que construiu e administra a carreira por conta própria, afirmou que quer se aposentar da vida de cantora em cinco ou seis anos. A ideia é agenciar e prestar consultoria para outros artistas, ocupações que já tiveram início com a abertura de sua empresa.

Anitta revelou ainda curtir muito ir ao shopping, principalmente, pelo lazer proporcionado pelo cinema e teatro. “Atenção, pessoal dos shoppings, vocês poderiam levar ainda mais eventos e entretenimento para lá. Por exemplo, adoraria fechar uma sala de cinema para dar uma festa só para meus amigos. Fica a dica”, brincou, lembrando que quem não abre a cabeça para novidades fica para trás e que os líderes precisam ter ousadia.

Com a palavra, os superintendentes:

Josana Mundstock, superintendente do Manaus Plaza Shopping – Manaus (AM)

“Estive no primeiro Enasuper e a Abrasce está sempre surpreendendo. As dinâmicas foram maravilhosas. Dessa vez o game estava mais voltado ao espírito de equipe, com as pessoas mais engajadas em um propósito comum. As palestras estão com uma pegada bem diferente, mais atual em relação ao público e ao que precisamos fazer. Tratam de uma abordagem mais simples, objetiva, porque até quando falamos em criatividade, temos que falar com esse público, os Millennials. Foi um evento muito produtivo. Além da troca com os colegas de outros estados, encontramos com pessoas da nossa própria cidade e tem sido uma troca maravilhosa.”

Tatyanne Faneco, superintendente do Norte Sul Plaza – Campo Grande (MS)

“Primeira vez que venho ao Enasuper e estou gostando da experiência. Além da interação com fornecedores diversos que não encontramos sempre, o conteúdo está muito bacana, abrindo nossa cabeça e nos fazendo entender melhor o mercado, principalmente as gerações mais novas, que são nossos clientes em potencial. Gostei muito de todas as palestras, principalmente do painel com a Candice Pascoal e a Camila Farani. Precisamos entender o que o cliente quer e o que conseguimos oferecer para ele. Estamos com a ideia de fazer o aplicativo no Norte Sul Plaza e precisamos encontrar o melhor modelo. O mais importante, para mim, foi vivenciar o que todos os fornecedores juntos conseguem agregar. Há muitas ideias que vamos levar relacionadas à tecnologia e ao Wi-Fi, principalmente.”

Leonardo Moretti, superintendente do Shopping Parangaba – Fortaleza (CE)

“É a primeira vez que venho e acho bem produtivo ter um networking legal e conseguir trocar conteúdo com outros superintendentes e fornecedores de diversas áreas do país. O formato do evento está bem interessante, é mais natural. As palestras são bem interessantes, com especialistas que não temos tanto acesso no cotidiano. É uma oportunidade de agregar conhecimento, abrir a cabeça para novas oportunidades de pensar e implementar no shopping. Estou conseguindo me divertir bastante também. Acabamos conhecendo gente nova, interagindo e confraternizando.”

Valda Stange, superintendente do Neumarkt Shopping – Blumenau (SC)

“Participei também do primeiro Enasuper e é sempre muito bacana essa interação, porque tratam de assuntos específicos do nosso segmento e pela oportunidade de nos tirar do ambiente de trabalho e começar a enxergar além dos horizontes, ver novas possibilidades e trazer temas atuais. As duas edições foram muito boas, mas estou achando esta a mais criativa. Gostei muito dos temas de todas as palestras, cada uma na sua vertente e essência, porém todos com a provocação de inovação e transformação. É isso que devemos perseguir, temos que ser ousados e não ter medo. Só vai acertar quem tenta e só vai acertar quem faz. Essa é a provocação geral que fica.”

Vania Kubija, superintendente do Poupa Shopping Cotia – Cotia (SP)

“O evento é uma experiência incrível, pois fornece vários insights de como inovar dentro de um ambiente tradicional. Apesar de o Poupa Shopping ir na contramão desse universo, já que é um shopping de serviços, com lojas de conveniência, a experiência é fantástica e o networking, incrível. Gostei muito da apresentação do Clóvis Tavares, que quebrou paradigmas e foi inovadora. Com certeza, uma palestra que nunca mais vou esquecer e pretendo compartilhar com meus lojistas também.”

Alexandre Nazzi, superintendente do Tietê Plaza Shopping – São Paulo (SP)

“Esta é a segunda edição da qual participo. A troca de experiências é muito gratificante, assim como as novidades e o networking. A palestra do Clóvis Tavares foi bem interessante, pois ele entra com um personagem e depois surpreende no final. Sobre a Anitta, ela é uma empreendedora que tem muito a contribuir conosco.”

Acompanhe as novidades trazidas pelos patrocinadores ao Enasuper 2019:

Ademar Pereira Barbosa, diretor executivo do Grupo Verzani & Sandrini

“Este evento onde estão todos os superintendentes é de extrema importância sob vários aspectos. Um deles é a troca de informações entre as empresas e os grupos em prol da atividade e do setor de shoppings. Como atendemos mais de 200 shoppings, temos que estar próximos de todas as vertentes. Este evento é importante, porque o superintendente não costuma ter tempo para parar e refletir sobre alguns serviços utilizados, como o que oferecemos.”

Welder Motta Peçanha, CEO da Gocil

“O evento é uma oportunidade de falar com os profissionais que cuidam da operação e conhecem o dia a dia dos shoppings, permitindo trocar experiências, aprender e buscar soluções para esse público. A Gocil está presente em mais de 40 shoppings em seis estados – e nossa ideia é crescer cada vez mais. É importante conhecer o setor para oferecer soluções melhores. O shopping é uma indústria diferente que deve ser tratada com muito cuidado, mas com diferencial e respeitando cada cliente. Nossa expectativa é de crescimento no setor.”

Tennessee Pearce, head solutions B2B da Enel X

“Entendemos que os shoppings têm a necessidade de tornar a sua energia mais eficiente. Por isso, queremos apoiar o segmento para trazer melhores práticas, tendências de mercado e melhor eficiência energética. A Enel X tem alguns clientes na área do varejo e agora estamos estudando projetos de climatização e eficiência energética para alguns shoppings do Rio de Janeiro. Começamos a estudar o mercado de São Paulo para aumentar a nossa presença no estado.”

Daniel Damas, diretor comercial da Nepos

“Poder participar do desenvolvimento do setor é algo que traz muita satisfação. Trouxemos aqui um pacote de serviços e soluções da Nepos para os estacionamentos dos mais variados tamanhos e públicos. O principal hoje é a gestão de estacionamento, que possibilita seu gerenciamento à distância. O Luminus é um software lançado por nós em 2018 e já consolidado em mais de 50 empreendimentos. Ele nasceu para fazer integração e ligar o estacionamento a todo o ecossistema do shopping.”

José Antônio Medeiros, sócio da Medeiros Advogados  

“Esta é a primeira vez que trazemos nossa plataforma de atuação. Nosso grande negócio é a recuperação de crédito, diminuindo a inadimplência. Nosso trabalho é atuar antes de chegar na esfera judicial e depois de sair da esfera comercial, otimizando o tempo. O shopping deixa de se preocupar com a inadimplência para focar no comercial.”

Carlos Alberto Ferreira, COO do Grupo Brasanitas

“A empresa tem investido bastante em shopping centers nos últimos tempos, tanto é que, em 2019, criamos um segmento específico para eles. Um evento como este ajuda a mostrar o que fazemos para um público seleto de superintendentes, o qual nem sempre temos acesso. Temos mais de 70 shoppings oferecendo mais de 95 serviços, dentre eles limpeza, manutenção e controle de pragas. No segmento de shoppings, crescemos 10% até agosto deste ano.”

Sérgio Breyer, superintendente de Novos Negócios da Indigo

“A Indigo Brasil é a maior operadora de shoppings do mundo, presente em mais de 110 unidades. Falamos do mercado de shopping centers, que tem uma enorme capacidade de mobilização de pessoas. Quando a mobilidade gera consumo, ela exige espaço para estacionar os veículos. A Indigo é uma empresa que se posiciona em gestão e operação de estacionamentos, então a questão é a mobilidade urbana, criando espaços para os clientes usufruírem e estacionarem seus carros. Nosso portfólio é definido em pilares de tecnologia, seja em gestão remota ou em automação completa, da entrada e saída a outras aplicações, inclusive digitais. Disponibilizamos também energia eólica para reduzir e customizar as operações.”

 

 

José Roberto Fabre, gerente comercial de soluções energéticas CPFL

“É importante estar nesse evento, porque temos a possibilidade de acesso à alta gerência dos shoppings. A eficiência energética não é só produto, é uma solução. A ideia é trazer para esse mercado economia e redução de custos. Isso pode ter inúmeros formatos e maneiras de atuar. Trabalhamos muito com capital próprio e o aluguel de equipamentos. Temos contrato de aluguel por 10 ou 15 anos e após esse tempo ele tem a opção de compra dos equipamentos ou optar por aditivar o contrato por mais 15 anos. O mercado busca por inovação para não ficar para trás. Nosso core é realmente administrar a questão de eficiência energética e liberar o shopping para trabalhar no core dele. Atendemos atualmente mais de 50 shoppings.”

 

Cassiano Antequeira, diretor da Intranet Mall

“Participamos da primeira edição do Enasuper e foi muito inovador. Existe o propósito de fazer um evento diferenciado de experiência para superintendentes e, para nós, é ótimo. Neste evento, não temos tanta preocupação de fechar negócio, mas apresentar algo que possa ser implementado no empreendimento. O ambiente é muito bom, porque conseguimos mostrar a solução como um benefício. Estamos presentes em mais de 160 shoppings e aqui reforçamos a ideia do Scardlet, que possibilita o empréstimo de carrinhos para bebê e pet e de cadeiras de rodas.”

Rodrigo Andrade, CEO da BRMobility

“Nossa missão é agregar valor à indústria de shopping centers e ao mercado corporativo como um todo. Então, estar próximo aos superintendentes em eventos como esse, é poder entender as reais necessidades de suas operações, o que é de grande valor para nós. Nosso objetivo é que eles cuidem da gestão dos shoppings e confiem a mobilidade de suas equipes a nós. Como lançamento, trouxemos para o Enasuper o nosso mais novo diciclo elétrico segmentado, o VIPS (Veículo Individual de Primeiros Socorros), que, além de moralizar as operações, devido suas identificações (bombeiro civil) e seu sinalizador luminoso, leva mais agilidade no deslocamento das equipes de bombeiros civis, possibilitando, ainda, que os mesmos já estejam paramentados no primeiro contato com a ocorrência, contando com as caixas laterais que o veículo possui, permitindo o transporte de instrumentos e primeiros socorros.”

 

Juliana Sacchi, sócia da Retail Hub

“Somos uma empresa de transformação digital e marketplace para shoppings. Temos a solução completa. Estamos conversando com empreendimentos do Brasil todo e acreditamos muito no projeto de que a transformação digital não é só relativa a vendas. Falamos de uma plataforma com ecossistema para proporcionar melhores experiências para o cliente que já é omnichannel. A tecnologia é o meio e não o fim. Existe um projeto muito maior para transformar o shopping em uma plataforma com tudo conectado, colocando o cliente no centro. Acreditamos que esse é o futuro.”

 

 

Arthur Camilo Maciel, Negócios Especiais da Getnet

“Estamos trazendo duas soluções muito importantes para os shoppings, uma que revoluciona o mundo digital e outra o físico. No digital, a gente está no split de pagamento, que consegue fazer a gestão do shopping e o marketplace. Ou seja, o shopping vai ser a matriz de uma grande loja e abaixo dele vão existir várias lojas. A Getnet faz o split direto de pagamento e a comissão para o lojista e o shopping. Para os shoppings, é uma nova maneira de renda, além de trazer benefícios para o lojista. No mundo físico, temos o POS digital, máquina de pagamento capaz de abrigar aplicativos de parceiros de diferentes segmentos para atender lojas. Ele faz escaneamento de códigos de barra, tem câmera frontal e traseira, que permite a leitura de QR Codes, faz pagamento por aproximação e traz inovação porque tem interface de seleção de produtos direto na tela e emissão de cupom fiscal na hora. Não é preciso ir ao caixa para pagar, posso fazer isso de qualquer ponto da loja.”

Leandro Veríssimo, diretor de marketing da Eletromidia

“É o segundo ano que fazemos parceria com a Abrasce. Estar próximo desse negócio é importante porque estamos crescendo cada vez mais nesse vertical. Temos o conceito de nos aproximar não só do público consumidor, mas também do empreendimento e do anunciante. Queremos mostrar para os empreendimentos que vamos além da comercialização da mídia. Temos que deixar nossa marca e fazer a diferença. Queremos que as empresas nos escolham por estarmos olhando para o negócio delas também, não só pelo repasse ou mínimo garantido. Temos uma visão de negócio de futuro para todos os lados. Atuamos em mais de 40 shoppings no Brasil.”

Ivan Ferreira, gerente comercial da Corporate FM Sodexo

“É a primeira vez que participamos de um evento da Abrasce. Temos mais de 38 serviços diferenciados na área de facilities e management e dentro da área de shoppings não é diferente. Por ter a característica de ser uma cidade, precisa de manutenção, limpeza, portaria, recepção, controle de acesso, inovações tecnológicas na parte de nanotecnologia para melhorar superfície de locais, aumentar a produtividade, aumentar a vida útil dos materiais envolvidos e até mesmo equipamentos. A Sodexo vem mostrar que além da área de facilities, quer entender o que o shopping necessita hoje e no que podemos atuar nesse mercado. Temos as inovações tecnológicas para poder aumentar a qualidade e trazer saving financeiro. A Sodexo vai disponibilizando cada vez mais soluções para os clientes e uma solução única para várias soluções. Ao invés de contratar cinco empresas, contrata uma só para fazer gestão de tudo. Vamos investir fortemente no setor de shoppings em 2020.”

Paulo Bomfim, diretor comercial da Skidata

“Temos crescido bastante no Brasil e sabemos da responsabilidade e da influência do superintendente nas tomadas de decisões. É ótimo falarmos com o segmento e termos a oportunidade de estar perto de quem toma as decisões nos estacionamentos dos shoppings. Apresentamos o totem, um terminal de autoatendimento digital extremamente inteligente, capaz de ter operações de marketing e merchandising. A tendência é a interação com o cliente, não apenas permitir pagamentos.”

Lucio Leite, diretor de transformação digital da Teltec Solutions

“Quando olhamos para a transformação digital, percebemos que o Brasil ainda precisa melhorar. Temos bastante experiência em tecnologia e queremos colocar ferramentas nas mãos dos superintendentes para essa jornada. A solução que trazemos é a de empoderar o gestor da unidade com informações, como câmeras inteligentes, que permitem descobrir quem entra no shopping, quem vem de carro ou de Uber, quanto tempo demora, se vai a outros shoppings da rede... Entregamos as informações analíticas e colocamos na mão do gestor para que ele possa fazer as ações. No Brasil, esta tecnologia não está presente nos shoppings, mas em lojas e redes de lojas.”

Nayla Rodrigues, coordenadora de marketing da Sunew

“É o segundo evento da Abrasce do qual participamos em 2019. Como tivemos resultados muito positivos no primeiro, consideramos que valia a pena participar deste, ainda mais que é com superintendentes, os maiores tomadores de decisão nos shopping centers. É uma oportunidade para apresentar a marca e também reforçá-la para quem já nos conhece. O mercado de shoppings está se atentando agora para a importância de trabalhar com energias renováveis. Por isso, queremos mostrar as aplicações em claraboias, fachadas de vidro e coberturas de estacionamento, além de apresentar as árvores solares, que criam um lounge dentro do espaço por meio de um aplicativo, que permite controlar a luz ambiente e o som e recarregar celulares.”

Fabio Caldas, diretor de contas do Ibope Inteligência

“Quem aprova a pesquisa de mercado, dentro do shopping, é o superintendente. É ótimo poder falar diretamente com ele e explicar como é o nosso trabalho, a importância de fazer uma pesquisa e até o lado educativo sobre o que pode ou não perguntar. Temos dois tipos de pesquisa: a de marketing, que é com o cliente do shopping ou com o consumidor que mora na região, e a de potencial, feita para o empreendedor que quer construir um novo shopping ou para expansão dos equipamentos em operação. Atualmente, por causa da economia, a pesquisa de marketing está mais em destaque, porque o superintendente precisa saber o que fazer para conviver nesse mercado. Existe uma unidade específica voltada para shopping e varejista, que consideramos um mercado estratégico, supervalorizado e com um potencial enorme.”

Reginaldo Oliveira, senior manager sales excellence da Suvinil

“Um dos pilares da minha área são novos negócios. Em janeiro, lemos um artigo sobre a expansão dos shoppings no Brasil. Com a Abrasce, vimos a oportunidade de oferecer soluções de sustentabilidade e para problemas em relação a cheiro, tempo de obra e durabilidade de produto. Outro negócio que estamos lançando em 2019 é uma loja container, inovação no mercado de tintas que explora os estacionamentos e possibilita mostrar os nossos produtos e como eles podem contribuir na receita do shopping.”

Victor Watanabe, diretor da Holoair

“Nossa empresa tem dois anos e é de um nicho novo. Como o Enasuper reúne superintendentes do Brasil inteiro, não tinha maneira melhor de entrar no nicho de comunicação digital para shoppings. Trabalhamos com o holoair, comunicação digital em forma de hologramas, e somos pioneiros desse setor no país, sendo os primeiros a levar a tecnologia para o shopping. Queremos ser uma alternativa às mídias convencionais, como os impressos e os televisores. A mídia holográfica encanta, atrai e chama atenção para as marcas. Temos ações pontuais em shoppings, como Dia dos Pais, Black Friday e Natal, mas pretendemos tornar a holografia fixa nesses espaços.”

Mariana Barreto Tendeiro, diretora de vendas e marketing da Voyager

“Nosso principal objetivo é oferecer entretenimento com experiências de realidade virtual. A Voyager pretende democratizar o VR, e um dos principais polos para alcançar o público são os shoppings. Estamos presentes no JK Iguatemi e no Morumbi Town, em São Paulo, e no Pátio Batel, em Curitiba. Temos uma loja pop-up, que possibilita ao público dos shoppings experimentar antes de se tornar uma loja fixa com contrato de longo prazo e projetos maiores.”

Juliano Martins, diretor comercial da Vagalume

“Nossa empresa tem um conjunto de serviços voltados para shopping centers, que envolvem Wi-Fi. Procuramos ver o Wi-Fi além de um hardware, mais que um equipamento, mas como uma grande ferramenta para rentabilizar mais a operação no shopping, monetizar as ações e, com isso, conhecer seus clientes. O nosso serviço hoje é captar dados dos visitantes e gerar relatórios que ajudem os gestores a atingir seus objetivos de negócio. O Wi-Fi tem que ser gerenciado e nossa empresa integra essa solução para o shopping, garantindo tranquilidade. Atuamos em 30 shoppings no Brasil.”

Raphael Cerqueira, diretor comercial da Charge Point

“Patrocinar o Enasuper nos permite estar em contato direto com nosso público. A Charge Point trabalha com um serviço que atende toda a população brasileira: a recarga de bateria de celulares. Todo mundo diariamente precisa recarregar o smartphone. Descobrimos essa necessidade em 2012 e fomos uma das primeiras empresas no Brasil a desenvolver esse modelo. Juntamos tudo em um totem e, hoje, trabalhamos com carregadores portáteis, oferecendo esse serviço para os shoppings, de modo que os clientes podem pegar o carregador no SAC ou Concierge e passear no shopping com a comodidade de estar com o próprio celular. Ele não precisa deixar em uma gaveta ou lugar nenhum. Atualmente, atendemos em torno de 50 shoppings.”

Rachel Torres, gerente de novos negócios da Zapt

“Somos uma startup e a nossa tecnologia é o IPS (Indoor Position System), que é um GPS para ambientes fechados. Com essa tecnologia, monitoramos e orientamos as pessoas. Vemos por onde os consumidores andaram e conseguimos passar para o shopping esse fluxo, os corredores mais visitados, o público por horário e dia. Orientamos os visitantes com o GPS, que eles acessam pelo app integrado ao app do shopping. Há um mapa e as pessoas fazem a busca por texto ou voz ou visual. Otimizamos o tempo e fornecemos dados. Temos também os totens, que mostram propagandas, áreas de gastronomia e lojas e o mapa do mall. A ideia é fornecer a solução completa com o totem e o aplicativo.”

Cláudia Villares, diretora da Balloon Bike

"A Balloon Bike foi criada em maio e surgiu a partir de uma oportunidade no mercado brasileiro de balões. Como são realizados muitos eventos no Brasil, vimos uma chance e criar um produto que atendesse às demandas sete dias por semana. A Ballon Bike é um quiosque de venda de balões que iremos inserir em shoppings do Brasil inteiro, começando por São Paulo, no Shopping Ibirapuera, e com um projeto de franquias para os demais estabelecimentos do país. Não queremos atender só o público infantil, mas todos que gostem de festas e eventos sociais e corporativos, tanto é que temos uma Balloon Bike só para estes últimos. Nosso grande diferencial é uma impressora de report que faz balões personalizados na hora."

Priscilla Mendonça, diretora de marketing da Vertical Garden

“Temos vários projetos em andamento em shoppings, sendo dez já executados. Estamos trabalhando bastante com fachadas, mas fazemos toda a parte de paisagismo, com telhados verdes, jardins verticais, internos e externos. Utilizamos todos os tipos de vegetação e fazemos serviços de manutenção. A Vertical Garden está investindo fortemente no segmento de shoppings por conta das áreas de convivência e no conforto que o verde traz para os consumidores.”