Quando os pets viram protagonistas do consumo

20 de março de 2026 | por Comunicação

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Fonte: americaretail-malls

Nos últimos anos, os bichos de estimação passaram a ser considerados como parte da família. Esse fenômeno significa que os donos estão transferindo seus próprios padrões de consumo para o bem-estar de seus animais. E um dos aspectos mais marcantes do crescimento dessa economia é a sua resiliência. Em um ambiente marcado por inflação, desaceleração econômica e ajustes nos gastos das famílias, o investimento em animais de estimação permanece estável e até mesmo em expansão.

Diversos estudos de consumo indicam que muitos donos de pets preferem cortar despesas pessoais, como entretenimento ou compras não essenciais, em vez de reduzir o orçamento para o bem-estar de seus animais. Essa priorização demonstra que o vínculo emocional tem um impacto direto nas decisões financeiras.

Os animais de estimação não são percebidos como uma despesa dispensável, mas sim como membros da família cuja qualidade de vida é uma responsabilidade. Essa percepção fortalece a estabilidade do setor em comparação com outras categorias mais sensíveis às flutuações econômicas.

Na Colômbia, por exemplo, o fenômeno é particularmente visível. No Shopping Multiplaza Bogotá, a categoria de produtos para animais de estimação registrou um crescimento de 13% no último ano. Esse aumento é impulsionado pela maior demanda por alimentos especializados, acessórios premium e serviços voltados para o bem-estar animal.

O crescimento se reflete não apenas no volume de vendas, mas também na sofisticação das ofertas. Lojas especializadas oferecem aconselhamento nutricional, produtos importados, tecnologia para monitoramento da atividade física e itens de grife. Além disso, o canal digital fortaleceu a experiência de compra com entregas programadas e assinaturas mensais.

O crescimento da economia pet tem um impacto direto no emprego e na atividade comercial. A abertura de novas lojas especializadas, clínicas veterinárias e centros de serviços gera oportunidades de trabalho em diversos níveis de qualificação.

De veterinários e zootecnistas a designers de produto, especialistas em marketing digital e especialistas em logística, a cadeia de valor está se expandindo. Além disso, os shoppings estão integrando cada vez mais espaços pet-friendly, adaptando sua infraestrutura e regulamentações para atrair essa clientela.

O setor varejista entende que a experiência de compra deve considerar o pet como parte da jornada. Eventos, feiras de adoção e dias de bem-estar animal estão se tornando estratégias-chave para fidelizar clientes.

Olhando para o futuro, a perspectiva aponta para um crescimento sustentado. A digitalização, a expansão dos serviços financeiros para animais de estimação (como seguros e empréstimos especializados) e a integração da tecnologia continuarão a fortalecer o ecossistema.

Além disso, espera-se um aumento na regulamentação e formalização em algumas áreas, o que poderá elevar os padrões e proteger tanto os consumidores quanto os animais. Por isso, a economia dos animais de estimação não parece ser uma tendência passageira.

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