Uma trajetória de liderança e evolução
O presidente da Abrasce, Glauco Humai, revisita os principais avanços de sua gestão
Fundada em setembro de 1976, a história da Abrasce foi construída por diferentes presidentes que, em seus respectivos mandatos, contribuíram para consolidar a representatividade do setor e intensificar a atuação institucional da entidade. Cada um enfrentou adversidades em diferentes épocas.
À frente da entidade desde 2015, Glauco Humai conduz a gestão mais longeva, marcada pela ampliação da agenda estratégica e pelo enfrentamento de grandes desafios. Quando iniciou no cargo, o Brasil atravessava um cenário de instabilidade econômica e política. Nos anos seguintes, os shopping centers enfrentaram a pandemia, acompanharam a aceleração digital, as mudanças no comportamento do consumidor e a incorporação de novas tecnologias.

Segundo o presidente, a crise sanitária exigiu uma atuação ainda mais próxima dos associados e uma articulação coordenada. “Foi um período em que a Abrasce precisou intensificar seu papel de representação e manter o setor informado diante de mudanças que aconteciam rapidamente.” Ao mesmo tempo, os empreendimentos demonstraram grande capacidade de reestruturação. “Apesar do impacto nas vendas, muitos se reinventaram, oferecendo, por exemplo, assistentes virtuais para as compras, sistemas de delivery, drive-thru, clique e retire, lockers, entre outras medidas. Foi um período que antecipou mudanças já previstas e em curso.”
Ao fazer um balanço destes 11 anos, Humai destaca justamente esse fortalecimento da Abrasce não só durante a pandemia. “Foram anos marcados por mudanças econômicas, novas formas de consumo e uma transformação profunda na relação das pessoas com os espaços físicos.”
Durante essa última década, a associação reforçou ainda a disseminação de conhecimento. “A produção de dados e estudos passou a oferecer uma visão mais precisa do mercado, apoiando os associados e qualificando o diálogo com a imprensa e o poder público.” Fora isso, a entidade ampliou seus principais eventos de conexão e troca, o Congresso Internacional de Shopping Centers e a Exposhopping, além de evidenciar a relevância do Prêmio Abrasce com o reconhecimento de cases que demonstram a capacidade de inovação do segmento.
A associação desenvolveu ainda mais a participação em debates de interesse do setor, contribuindo para sua profissionalização e para a chegada do capital institucional. E os resultados demonstram a força dessa construção coletiva. Em 2025, o Censo Brasileiro de Shopping Centers, da Abrasce, apontou números expressivos: 658 shopping centers em operação, presentes em 253 cidades, que receberam 417 milhões de visitas por mês e geraram mais de 1 milhão de empregos diretos com faturamento recorde de R$ 200,9 bilhões. Em 2026, o setor mantém o ritmo de expansão, com quatro novos shopping centers já inaugurados no primeiro semestre.
Esse desempenho, segundo Humai, é resultado da capacidade de adaptação que sempre caracterizou os shopping centers brasileiros. Ao longo de sua história, o setor atravessou recessões e diferentes transformações econômicas. Mais recentemente, enfrentou a ascensão das plataformas digitais e o avanço da inteligência artificial. “O desafio foi compreender essas mudanças e transformá-las em conhecimento para os associados.” Segundo Humai, a Abrasce tem como meta para o futuro continuar representando um setor em constante transformação, preservando sua eficácia e antecipando os movimentos que impactam os shopping centers brasileiros.

Quem presidiu a Abrasce
Em 50 anos, 15 lideranças conduziram 17 mandatos. Veja a linha do tempo.





