Live shopping, um novo canal para lojistas
Com estúdios para transmissões ao vivo, ALLOS avança na estratégia de transformar os ativos em polos de conteúdo, audiência, relacionamento e conversão digital
O varejo brasileiro tem voltado cada vez mais sua atenção para os movimentos do mercado asiático, especialmente da China, onde modelos inovadores vêm redefinindo a relação entre marcas e consumidores. Entre eles, o live commerce deixou de ser apenas uma ferramenta de vendas para se tornar parte da própria experiência de consumo. Popularizado por plataformas como Taobao Live e Douyin, o modelo transformou lojas físicas em verdadeiros estúdios de conteúdo e redefiniu a dinâmica do varejo contemporâneo por lá. Com ring lights, câmeras e transmissões ao vivo, vendedores e consumidores passam a interagir em tempo real, em uma dinâmica que mistura entretenimento, influência digital e conversão instantânea.
Agora, esse movimento começa a ganhar espaço também nos shopping centers brasileiros, mas sem usar o espaço da loja física. Em uma iniciativa inédita no setor, a ALLOS implantou o primeiro estúdio de live shopping no Shopping da Bahia no fim de março. Segundo Ana Paula Niemeyer, diretora de Marketing da ALLOS, a iniciativa nasceu da evolução do comportamento do consumidor, que hoje transita naturalmente entre entretenimento, conteúdo e compras. A empresa acompanha essa transformação há algum tempo e entende que o shopping precisa extrapolar o espaço físico.
“O live shopping representa justamente essa convergência entre experiência, conveniência e conversão. Ao estruturar o projeto, a companhia se antecipa a uma tendência que já é consolidada em mercados mais maduros e fortalece o posicionamento de seus ativos como plataformas completas de negócios, mídia e relacionamento. Como a maior parceira do lojista, estamos mais do que aderindo a uma novidade, estamos construindo infraestrutura e conhecimento para liderar esse movimento no setor.”
Pensando para expandir
A escolha pelo Shopping da Bahia se deve ao seu papel simbólico e estratégico. Além de ter sido o primeiro do grupo, inaugurado em 1976, é um ativo relevante em fluxo, conexão cultural e diversidade de operações. “Existe também um perfil muito aderente: um público altamente conectado, forte presença de marcas de moda, beleza e lifestyle e um ambiente que já dialoga naturalmente com experiências e produção de conteúdo. Isso criou um cenário ideal para iniciar o projeto e validar o formato antes de expandir para outros ativos.”

Segundo Ana Paula, o live shopping é um desdobramento direto de transformar os shoppings em plataformas multifuncionais . “Hoje, o cliente busca conveniência, interação, descoberta e conexão emocional. O shopping passa a ser uma plataforma que integra físico e digital de forma fluida, ampliando os pontos de contato.”
A Play2Shop, do Grupo Dreamers, parceria da ALLOS, atua em diferentes frentes da operação, reunindo expertise em live commerce, tecnologia, produção de conteúdo e integração com plataformas digitais, como o TikTok Shop. “E isso inclui desde a estruturação dos estúdios até o suporte técnico das transmissões, além do apoio na capacitação dos lojistas e na construção das estratégias de engajamento e conversão”, detalha Ana Paula.
Essa iniciativa já foi desenvolvida com perspectiva de expansão. Em breve, o NorteShopping deve receber um estúdio e um terceiro ativo em São Paulo contará com a novidade ainda esse ano. “O principal desafio de escalar a iniciativa é garantir a padronização operacional, a qualidade da experiência e a capacitação dos lojistas em diferentes regiões. Mas a capilaridade da ALLOS é justamente um diferencial importante nesse processo.”
Referência internacional
Quando se trata deste assunto, olhar para a Ásia é algo obrigatório. No caso da ALLOS, isso trouxe muitos aprendizados que contribuíram para desenvolver o projeto no Brasil. De acordo com Ana Paula, esses mercados mostram que o live commerce funciona quando combina entretenimento, autenticidade e conveniência. O consumidor quer interação em tempo real, sensação de proximidade e uma experiência de compra dinâmica.

“O live shopping não é apenas uma ferramenta de venda, mas também de construção de comunidade e engajamento. Por isso, o modelo vai além da tecnologia: inclui capacitação dos lojistas, suporte em curadoria, apoio operacional e criação de conteúdo. Também entendemos que a credibilidade das marcas e a experiência física continuam sendo diferenciais muito relevantes no Brasil. Nesse sentido, o shopping agrega confiança, infraestrutura e relacionamento já estabelecido com o consumidor”, pontua.
No entanto, não faltaram desafios nesta jornada, já que envolve integração entre tecnologia, operação e experiência de forma fluida para os lojistas. Ao mesmo tempo, demanda conexão entre estoque, logística, produção de conteúdo e dinâmica comercial em tempo real. “Houve um trabalho importante de adaptação cultural e capacitação, porque ainda é um formato relativamente novo no Brasil. Por isso, foi desenhado para oferecer suporte completo aos parceiros.”
Tem como principal diferencial justamente a conexão entre experiência física e alcance digital. O shopping oferece infraestrutura, fluxo, credibilidade e relacionamento já consolidados com consumidores e marcas. “Além disso, esse ambiente físico traz autenticidade ao conteúdo. O consumidor percebe que existe uma operação real por trás daquela experiência digital, o que aumenta a confiança e o potencial de conversão.”
Adesão
Desde o início, a receptividade tem sido muito positiva. Ana Paula afirma que existe um interesse crescente dos lojistas em ampliar a presença digital e explorar novos canais de venda, principalmente aqueles com maior potencial de alcance e conversão. “Muitos enxergam a iniciativa como uma oportunidade de acessar uma estrutura profissional que, individualmente, talvez fosse inviável. Sendo a maior parceira do lojista, a ALLOS oferece apoio técnico e capacitação e reduz barreiras de entrada no live commerce.”

Do lado do consumidor, há o interesse crescente por formatos mais interativos e espontâneos de compra, especialmente nas plataformas de social commerce. Nestes primeiros meses da operação, moda, beleza, acessórios, calçados e eletrônicos ficaram entre as categorias com maior aceitação inicial. São segmentos que tradicionalmente performam bem em formatos visuais e possuem forte conexão com comportamento, tendência e demonstração de produto em tempo real.
Antes de cada transmissão, existe um processo de curadoria e alinhamento para garantir qualidade e aderência às diretrizes das plataformas. “Ao mesmo tempo, preservamos a autenticidade das marcas e a liberdade criativa dos lojistas, porque isso é fundamental para gerar identificação e engajamento”, afirma Ana Paula.
Outro diferencial é que não existe exigência mínima de maturidade digital, o que democratiza o acesso. Ao mesmo tempo, houve o cuidado de dar apoio aos lojistas em todas as etapas: construção de roteiro, linguagem, estratégias de engajamento, organização operacional, integração de produtos e dinâmica de venda. “A proposta é tornar o processo acessível mesmo para quem ainda está começando nesse universo”, afirma.
Apesar de ser gratuito, o uso do estúdio acontece mediante agendamento, de forma bastante organizada. Já a logística das entregas é operacionalizada pela própria plataforma do TikTok Shop, que possui integração específica para esse fluxo de vendas e distribuição.
Potencial de receita
Nesta fase inicial, a ALLOS acompanha indicadores relacionados à audiência, engajamento, conversão e impacto incremental nas vendas dos lojistas. “A expectativa é ampliar o alcance das marcas, contribuir para vendas imediatas e fortalecer o relacionamento e a recorrência. O live shopping abre uma frente relevante de monetização tanto para os lojistas quanto para a companhia”, diz Ana Paula.
Além do potencial de incremento de vendas, existe também geração de valor em mídia, conteúdo, relacionamento e ampliação do ecossistema digital dos ativos. Isso fortalece o posicionamento da ALLOS como plataforma de negócios e experiências. “Os ativos deixam de atuar apenas como espaços físicos de venda e passam também a funcionar como hubs de mídia, entretenimento e geração de audiência. Isso amplia a relevância do shopping na jornada do consumidor contemporâneo.”
O live shopping faz parte de uma agenda mais ampla de investimentos em inovação, transformação digital, experiência do consumidor e expansão de novas frentes de receita dentro da estratégia phygital da ALLOS.






