Nova lei para o período eleitoral pode impulsionar a economia dos shopping centers chilenos

Está em discussão um projeto de lei, proposto pela oposição chilena, que permite manter abertos os shopping centers durante os dias de eleição. Atualmente, estes estabelecimentos são obrigados a interromper as atividades durante as jornadas eleitorais, o que causa um impacto direto no setor do varejo.
Os proponentes do projeto argumentaram que a nova lei poderia evitar perdas significativas nas vendas, manter os níveis de emprego e ainda modernizar uma legislação que já é considerada obsoleta. A proposta também aponta que é possível conciliar o direito cidadão de votar com o funcionamento regular do comércio, de forma que os trabalhadores possam votar sem afetar a operação dos shoppings.
A Câmara de Comércio de Santiago (CCS) manifestou o seu apoio à iniciativa que exclui os shoppings centers do feriado obrigatório. Na opinião da presidente da câmara, María Teresa Vial, o fechamento obrigatório não colabora com o objetivo de garantir maior participação cidadã, uma vez que provocou efeitos negativos como aumento do comércio informal, redução da arrecadação de impostos e diminuição de até 45% das vendas do mercado formal.
Esses impactos na economia não tiveram contrapartida provada de benefício à participação eleitoral. Ao contrário, há evidências internacionais de que o funcionamento normal do comércio pode ser harmonizado com o direito ao voto, bastando que os trabalhadores tenham o tempo e garantias adequados para fazê-lo.
No Chile, os shoppings são uma peça-chave da economia, não só na capital Santiago, mas também em outras regiões. Eles concentram boa parte da atividade comercial, gastronômica e de serviços dessas cidades. A discussão sobre o projeto de lei coloca em debate o equilíbrio entre o dinamismo econômico, a participação eleitoral e os direitos trabalhistas.




