Nova lei para o período eleitoral pode impulsionar a economia dos shopping centers chilenos

26 de setembro de 2025 | por Comunicação Abrasce

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Credito: América Retail

Está em discussão um projeto de lei, proposto pela oposição chilena, que permite manter abertos os shopping centers durante os dias de eleição. Atualmente, estes estabelecimentos são obrigados a interromper as atividades durante as jornadas eleitorais, o que causa um impacto direto no setor do varejo.

Os proponentes do projeto argumentaram que a nova lei poderia evitar perdas significativas nas vendas, manter os níveis de emprego e ainda modernizar uma legislação que já é considerada obsoleta. A proposta também aponta que é possível conciliar o direito cidadão de votar com o funcionamento regular do comércio, de forma que os trabalhadores possam votar sem afetar a operação dos shoppings.

A Câmara de Comércio de Santiago (CCS) manifestou o seu apoio à iniciativa que exclui os shoppings centers do feriado obrigatório. Na opinião da presidente da câmara, María Teresa Vial, o fechamento obrigatório não colabora com o objetivo de garantir maior participação cidadã, uma vez que provocou efeitos negativos como aumento do comércio informal, redução da arrecadação de impostos e diminuição de até 45% das vendas do mercado formal.

Esses impactos na economia não tiveram contrapartida provada de benefício à participação eleitoral. Ao contrário, há evidências internacionais de que o funcionamento normal do comércio pode ser harmonizado com o direito ao voto, bastando que os trabalhadores tenham o tempo e garantias adequados para fazê-lo.

No Chile, os shoppings são uma peça-chave da economia, não só na capital Santiago, mas também em outras regiões. Eles concentram boa parte da atividade comercial, gastronômica e de serviços dessas cidades. A discussão sobre o projeto de lei coloca em debate o equilíbrio entre o dinamismo econômico, a participação eleitoral e os direitos trabalhistas.

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