Superintendentes participam da dinâmica Heartbike® no Enasuper 2025
Integração, propósito e emoção sobre duas rodas
A Abrasce sempre busca inovar a cada edição de um evento — criando diferenciais que sejam marcantes. Em 2025, não foi diferente: o team building escolhido para o Enasuper teve um impacto muito positivo entre os participantes. Só quem esteve por lá pôde vivenciar um dos pontos altos do encontro.
A experiência foi conduzida por Luiz Aurélio Chamlian, conhecido como Cham, — professor, mestre em educação, especialista em team building e desenvolvimento humano e fundador da consultoria Dinâmica, que trouxe para a arena a envolvente Heartbike®, uma atividade de integração que une emoção, cooperação e propósito.

O desafio era montar bicicletas em equipes, colocando em prática valores como comunicação eficaz, colaboração, foco em processos e excelência na entrega. Mais do que uma tarefa técnica, tratou-se de uma vivência estratégica sobre o valor do trabalho coletivo. Distribuídos em mesas, os superintendentes se dividiram em grupos para cumprir a missão com qualidade.
A atividade propôs que cada grupo não apenas montasse corretamente o equipamento, mas que também entregasse um produto seguro e funcional, reforçando a importância da responsabilidade com a entrega final. Em sua fala, Cham avisou que o produto seria testado em outro andar, só que não era bem isso.

Após a montagem de bicicletas por todas as equipes, os consultores técnicos entraram em ação para averiguar se os modelos montados pelos superintendentes estavam em perfeitas condições ou se precisavam de ajustes finos e foram cobrindo-as com panos pretos. Enquanto isso, Cham prendeu a atenção do público com uma palestra inspiradora sobre o chamado “Ciclo do Sucesso”, uma metodologia que desenvolveu ao longo de quase 25 anos de atuação com líderes, áreas e empresas de alta performance.

“O que me motivou a construir esse ciclo foi uma pergunta simples: por que algumas pessoas são consideradas de sucesso e outras não? Por que algumas áreas, departamentos, serviços entregam excelência e outros não?”, provocou.
Em sua apresentação, comparou o ciclo a um relógio com quatro quadrantes: Habilidades, Oportunidades, Resultados e Atitudes — cujas iniciais formam a palavra HORA. Ele prosseguiu com uma reflexão direta: “Hoje somos consumidos por distrações. Mas, durante a montagem da bicicleta, ninguém pegou o celular ou ficou fazendo outra coisa. Consequência? Entregaram a meta com excelência. O que importa não é o tempo que você tem, mas o nível de atenção e de foco que você dedica àquela tarefa.”

Mas quais são esses ciclos? Resumindo:

E, por fim, Cham disse que o coração é o elemento que une todos os passos. “É a paixão pelo que você faz. É o brilho nos olhos que você mostra. Cada vez mais, a gente fica mais carente de brilho no olho”, destacou. E ele é decisivo. Dado dois profissionais com as mesmas qualificações, a escolha sempre será pelo que tem mais paixão. E concluiu: “Se o seu brilho apagar, seja o farol do seu carro numa estrada escura. Ilumine seu caminho e o de quem estiver passando perto de você.”
Segunda etapa: A bicicleta como símbolo de propósito
Cumprida a primeira etapa, Cham voltou-se à plateia com uma pergunta inesperada: “Enquanto montavam a bicicleta, alguém parou para pensar em seus benefícios? Não, a gente entra no piloto automático e sai fazendo. Não pára para pensar o que está por trás das coisas. E eu quero trazer isso. Você tem que refletir o que está por trás do seu trabalho.” A reflexão abriu espaço para uma explicação envolvente sobre os diversos benefícios desse meio de transporte — desde a mobilidade e sustentabilidade até o estímulo à liberdade, autoestima e saúde física e emocional.

O que parecia ser apenas mais um momento de inspiração revelou-se, então, o mais marcante de todo o evento. A atmosfera mudou por completo quando Cham anunciou, com voz firme, que todas as bicicletas montadas seriam doadas a crianças da ONG Tenda da Solidariedade, de Jandira (SP). E elas estavam lá: 70 crianças entraram na arena e subiram ao palco, cada uma com um número na mão. Elas não sabiam o motivo de estarem ali. Cham apenas adiantou que ganhariam um presente novo naquele dia e perguntou sobre o sonho de algumas delas, reforçando a importância de sonhar. Uma emoção tomou conta do ambiente. As bicicletas, até então expostas, estavam cobertas com um pano preto, gerando expectativa e mistério.

Pediu para que as crianças olhassem para o chão do palco ao centro, o que fez com que elas ficassem de costas. Ao virar novamente para a plateia, viram os superintendentes erguendo no alto as bicicletas montadas por suas próprias mãos — agora reveladas como o presente. Foi impossível conter a comoção.

Lágrimas, sorrisos, aplausos e abraços espontâneos preencheram o espaço. O que começou como uma dinâmica de team building transformou-se em um gesto coletivo de profundo impacto social e valor simbólico. Como sintetizou Cham: “O que vale o nosso esforço desta manhã? Está aqui.“




Logo, as bicicletas foram entregues uma a uma. Algumas crianças contaram com ajuda para dar as primeiras pedaladas, outras já circulavam pelo ambiente com autonomia e alegria. Superintendentes, técnicos, membros da ONG e todo o time da Abrasce acompanharam com os olhos marejados uma cena que ficará marcada para sempre: a união entre propósito, colaboração e generosidade transformando vidas.






Daniele Pires, fundadora da ONG Tenda da Solidariedade, fez um relato.
“Atendemos crianças e adolescentes de uma periferia, em que muitos não têm a oportunidade de ter um brinquedo novo. Receber essas bicicletas é um impacto muito grande. Para a gente é uma experiência maravilhosa. A Tenda Solidariedade nasceu da necessidade social do nosso bairro, onde atuamos há 10 anos oferecendo oficinas de contraturno escolar para não deixar as crianças na rua. Na região, não temos um equipamento público, nem praça, que ofereça esse suporte. Estamos lá para acolher e atender essas crianças. Quero agradecer imensamente essa iniciativa — e pode ter certeza que vocês marcaram a vida delas como marcaram a minha”, contou emocionada.
Realmente, todos ali, sempre que observarem uma criança andando em uma bicicleta, vão lembrar deste momento.

Um retrato do sentimento de todos
“A dinâmica foi bem desafiadora… A última vez que montei uma bicicleta foi há uns 20, 30 anos – melhor nem falar muito pra não entregar a idade! Mas foi muito legal. A gente vai dividindo as tarefas, como fazemos no dia a dia mesmo, e percebe que tem etapas que precisam ser feitas antes, outras depois. No começo, até pensei: ‘Rapaz, sexta-feira, a essa hora, encarar uma ação dessas?’. Só que, quando a gente mergulha na experiência, acaba se envolvendo tanto que nem quer mais parar. E conseguimos terminar com bastante antecedência. Foi uma surpresa maravilhosa, a gente não sabia desse final. Quando fazemos o bem, às vezes, faz mais bem para a gente do que para as pessoas que estão recebendo. Interagimos com a criança para saber um pouco sobre história dela e ela conhecer um pouco da nossa história.” – Marco Sodré, superintendente do Recife Outlet



“Emocionante e desafiador. É um trabalho em equipe, em que a gente fica muito concentrado na montagem. Depois, vem uma palestra maravilhosa, descrevendo os benefícios da bicicleta. A gente pensa que vai entrar numa dinâmica e, no final, aparece uma situação inesperada, que emociona bastante. Eu tenho dois filhos, um menino de 8 anos e uma menina de 5 anos, e sou uma pessoa muito emotiva. Para mim, foi muito prazeroso sentir essa sensação.” – Savio Baldan Cajé, superintendente do Anhanguera Parque Shopping.







